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Ansiedade de Separação na Infância

  • Foto do escritor: clinicadasein
    clinicadasein
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

É comum que, em determinada fase do desenvolvimento, as crianças tenham dificuldade em dizer adeus aos pais - por mais que gostem da creche, dos amigos e das educadoras. Para muitos pais, este momento pode ser difícil, mas é importante relembrar que, na maioria das vezes, é apenas uma fase.

 

Nem todas as crianças passam por isto e, as que passam, ultrapassam-na naturalmente com o tempo.

 

A ansiedade de separação refere-se à dificuldade que a criança tem em lidar com o

afastamento dos seus cuidadores - principalmente entre o 1º e 3º ano da vida. Nesta fase, a criança começa a perceber que é uma pessoa separada dos pais, mas ainda não compreende totalmente que eles regressam depois de uma despedida. Além disso, o facto de ainda não terem uma noção clara do tempo contribui faz com que a separação seja vivida como algo incerto, o que intensifica mais este medo e esta reação emocional.

 

                            

  À  medida que vão crescendo, aprendendo e desenvolvendo a memória, as crianças começam a entender que, tal como já aconteceu inúmeras vezes, os pais voltam sempre. Esta aprendizagem traz, gradualmente, mais segurança e tranquilidade.

 

Estes sinais tornam-se motivos de preocupação maior quando se mantém de forma persistente e interferem significativamente no bem-estar da família e da própria criança.

 

Os sinais passam por choro repentino, medo ou desconforto na presença de estranhos, despertares noturnos a chorar e a chamar por alguém, não querer largar a pessoa que o está a deixar na creche, agarrar com força em

 

situações e locais novos e chorar quando os pais saem da sala.

 

Como podem os pais ajudar?

 

É   importante relembrar que estas reações são habitualmente transitórias e comuns nesta etapa do desenvolvimento, com tendência para diminuir com o tempo e rotinas consistentes Por outro lado, a reação dos pais também acaba por ter um papel central. Para evitar mais (e mais intensas) crises de choro, os pais devem reagir com calma, tentando explicar a ausência à criança, de maneira que estas entendam. Por exemplo: “Depois do almoço, a mãe vai ter de sair de casa, está bem?”.

 

Além disso, outras estratégias passam por:

 

Treinar separações (curtas), alargando gradualmente o tempo e evolução de local. Isto pode começar em casa, saindo da sala para a cozinha e, desta forma, ensinando a criança que, mesmo que não os esteja a ver, os pais estão lá;

 

Despedida rápida e confiante. Sorrir, acenar e transmitir essa felicidade à criança, sem demorar demasiado tempo (para evitar que o choro);

 

Utilizar um objeto familiar nesta transição (peluche, fralda de pano, etc); Avisar a criança que vamos embora, sem ir de repente.

 

Rotina consistente, como forma da criança prever o que vem a seguir. Aqui encaixam-se rituais simples de manhã, horários consistentes e até mesmo jogos como o “Cu-cu”, que reforçam a noção de permanência mesmo na ausência do cuidador.

 

Foco no pós, para facilitar a aceitação - por exemplo, falar de atividades a fazer quando regressar (ir ao parque; ler um livro, etc).

 

Estagiária de Psicologia Inês Tanganho

Supervisão: Psicóloga Sofia Alves da Silva

 

 
 
 

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