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Quando o Corpo é Lugar de Memórias e de Interações

   

   O envelhecimento é uma fase da vida tipicamente caracterizada por várias mudanças que, socialmente, ainda são vistas como perda de capacidades. Contudo, se é certo que há alterações e até declínios que são inevitáveis, sabe-se hoje que esta etapa pode ser bem-sucedida. Para isso, é fundamental que a pessoa desempenhe um papel significativo, tenha um contexto com boas redes de apoio e perceba que o seu corpo está diferente. E é precisamente neste último ponto que o Psicomotricista tem o ponto de partida do seu trabalho.

 

     Um corpo que não se organiza no espaço cai, um corpo que está “rígido” tem dificuldades em vestir-se, um corpo que está em desconexão com a “cabeça” não responde adequadamente à informação que lhe chega, um corpo desinvestido fica em casa, isola-se do mundo e vai deixando de comunicar. Estes são alguns exemplos que demonstram a grande importância de a pessoa idosa compreender este novo corpo. Para que esta ligação volte a ser feita, existe a Gerontopsicomotricidade.

 

     A Gerontopsicomotricidade é uma terapia não farmacológica e de mediação corporal, que parte do corpo, dos seus movimentos e das suas interações, o que quer isto dizer que a pessoa é olhada a partir de um ponto de vista holístico, ou seja, estão envolvidos (de forma integrada em constante interação) aspetos de ordem psicomotora (tonicidade, equilíbrio, noção de corpo, tempo e espaço e motricidade global e fina), cognitiva (memória, atenção, velocidade, inibição, linguagem e cálculo), comportamental (agitação, apatia e isolamento). A conjugação destes três fatores é continuamente influenciada pelas alterações sensoriais características desta fase da vida (por exemplo, se a pessoa ouve ou vê pior, poderá ter um pior desempenho nos domínios anteriormente referidos, mas que poderá ser melhorado quando encontradas estratégias compensatórias).

 

     E se a palavra Gerontopsicomotricidade nos remete para uma população em específico, talvez depois de fazermos contas (quantos anos vão dos 65 aos 100?) e juntarmos a quantidade de experiências diferentes que cada pessoa teve na sua vida e quadros patológicos que “começam por afetar a memória e levam a uma dependência total”, talvez ajude a perceber a heterogeneidade de respostas que o Psicomotricista está capacitado a proporcionar. É de extrema importância que a pessoa idosa tenha um acompanhamento adequado no momento em que acontece a primeira queda ou tem os primeiros esquecimentos, mas também é fundamental que este acompanhamento terapêutico continue quando a pessoa “só” precisa de ter menos dor ou de sentir que o seu corpo não foi esquecido.

 

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