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Intervenção na Gaguez: a Terapia da Fala de mãos dadas com a Psicologia

 

As novas abordagens e definições de gaguez salientam a importância que existe em desenvolver técnicas e programas de intervenção que possibilitem a cada indivíduo aumentar a sua funcionalidade comunicativa, tornando-o o mais participativo, adaptado e integrado possível no seu meio.

 

   A evolução da definição de gaguez e a consequente mudança na elaboração de programas de intervenção conduziram a alterações estruturantes na abordagem a esta perturbação. Para dar uma resposta mais adequada às dificuldades da fala e reduzir os comportamentos de vergonha e ansiedade que podem afetar a vida social do indivíduo que gagueja, a intervenção da pessoa gaga passou a ser mais integrada, considerando-se cada vez mais as diferentes necessidades do indivíduo em questão e todos os fatores que podem contribuir decisivamente para a melhoria ou agravamento desta perturbação. Ao longo dos tempos, tornou-se assim consensual a necessidade de uma intervenção partilhada, com psicólogos para o trabalho dos aspetos sociais e emocionais e terapeutas da fala para uma melhoria dos aspetos da fala.

 

   Verifica-se também uma tendência progressiva para a diferenciação das técnicas e programas utilizados de acordo com a idade dos indivíduos. Atualmente defende-se a necessidade de desenvolver uma intervenção mais direta, mesmo com crianças com menos de sete anos de idade, surgindo os primeiros programas formais para gaguez precoce onde são trabalhados não só os aspetos ambientais, como técnicas de intervenção direta, como o controlo da velocidade da fala, reformulação de discurso e o treino respiratório.

 

   Contudo, a necessidade de encontrar a melhor forma de intervenção que torne os indivíduos gagos mais adaptados e integrados numa sociedade cada vez mais exigente, faz com que se continue a investigar as causas e formas de intervenção desta perturbação.

 

   Se tem ou conhece alguém com problemas na fluência da fala, se fica ansioso quando tem de falar em público, se prefere comunicar sem usar a linguagem verbal, contacte um terapeuta da fala ou um psicólogo para uma avaliação formal da sua preocupação.

 

Foto: Jelleke Vanooteghem


 

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