April 17, 2020

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Olá Bebé: o mano já chegou!

 

 

 

A chegada de um irmão é talvez uma das transições que gera maior expetativa e preocupação e que envolve consideráveis exigências de adaptações na vida familiar.

 

Quando contar?

Alguns pais contam ao filho acerca da gravidez no terceiro trimestre, outros envolvem-no logo desde o início. Não há resposta certa ou errada para esta questão – trata-se de uma escolha dos pais. Independentemente do momento em que decidam contar, os pais devem ter consciência de que em crianças muito pequenas a noção de tempo é escassa ou mesmo inexistente, pelo que nove meses pode ser um período de tempo de espera demasiado longo (basta recordar as 200 vezes que perguntou quanto tempo faltava para terminar a última viagem de carro que fizeram em família...)

 

A grande adaptação é, claro, quando o bebé nasce e nos períodos subsequentes. Como o filho mais velho vai reagir depende de diversos fatores: idade, temperamento e de como os pais ajudam a conduzir este processo.

 

É um processo de adaptação

É preciso nunca perder de vista que se trata de um processo de adaptação. Independentemente da forma como estiver a responder à situação – desde manifestações de afeto imediatas a demonstração de ciúme através de alteração do comportamento ou de regressões – a criança está a adaptar-se à nova situação, tal como os pais, e precisa de perceber que estes continuam a gostar dela, tal como antes. As cranças precisam de tempo e paciência para cooperar com as mudanças.

 

Ideias para uma transição mais equilibrada

  • Manter a rotina da criança: se possível, não fazer alterações à rotina diária – na escola, em casa, nos horários. A rotina é uma grande potenciadora de um sentimento de segurança e estabilidade.

  • Não ter receio de pedir ajuda: os primeiros tempo da chegada de um bebé à família são habitualmente intensos e exigentes, ainda mais quando também tem que se cuidar de outra criança pequena – pode ser útil pedir uma ajuda extra ao/à companheiro/a e familiares.

  • Celebrar o “nascimento” do irmão mais velho: porque não criar um cartão de “Parabéns! Agora és o irmão mais velho”? Esta celebração ajudará a criança a entusiasmar-se acerca do seu novo papel na família. Pode também ser promovida a troca de presentes entre irmãos, como forma de celebração.

  • Comprar um boneco para a criança: pode ajudar colocar a criança a copiar com o boneco o que a mãe/pai faz com o bebé – ajuda-o a participar e a sentir-se parte das novas atividades diárias.

  • Envolver nos cuidados ao bebé: é importante permitir que a criança possa ter espaço para dar sugestões, perguntando-lhe o que deverão vestir ao bebé ou que canção cantar para ele – mais uma vez, é uma oportunidade de se sentir parte da família e da rotina, permitindo diminuir algum ciúme que naturalmente possa existir. Se for um pouco mais velho, pode mesmo ajudar diretamente nas tarefas de cuidados ao bebé.

  • Assegurar tempo de “um para um”: embora possa parecer óbvio, nem sempre é fácil de concretizar, sobretudo com um bebé recém-nascido. No entanto, é importante assegurar que a mãe e/ou pai conseguem passar algum tempo sozinhos com o filho mais velho. Duas boas oportunidades podem ser quando o bebé está a dormir ou quando o pai/mãe forem dar um passeio com o bebé.

  • Criar uma recompensa simbólica: basta por vezes uma estrela de xerife ou um título (ajudante da mãe, irmão mais velho, etc) para fazer aumentar o sentido de pertença e envolver a criança.

 

Com a chegada de um irmão mais novo, os comportamentos regressivos aquisições que já tinham sido realizadas e que parecem ter sido “perdidas” - podem acontecer, o que pode tornar-se bastante frustrante para os pais, na medida em que seria a altura em que mais precisam que o filho seja mais autónomo e independente. No entanto, se os pais conseguirem lidar com estas regressões de forma adequada, elas serão apenas uma breve fase, não se instalando como uma forma negativa de chamar a atenção. Assim, pode ser importante os pais munirem-se de muita paciência e e capacidade de ver em perspetiva. Pode ser necessário voltar a “ensinar” o filho, a dar-lhe esse tempo – será importante assegurar tempo para as duas (ou mais ) crianças, para manter rotinas e mostrar, pela experiência que há lugares no coração que não se perdem.

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